quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

PLANOS




PLANOS



Um ciclo se fecha e imediatamente outro se abre. Assim é a nossa passagem neste plano - e nosso aprendizado é feito através de incontáveis ciclos até a nossa volta à Origem.
Estou a um dia do término de mais um aprendizado e posso lhes dizer, que estou feliz. Talvez (ainda não sei), tenha sido necessário um certo sofrer culminando com uma dor profunda, para que eu pudesse conhecer o sabor de fel e mel. Não obstante os conselhos e os atalhos sugeridos, me desviaram do "esclarecer e ensinar" - o que me é de direito saber.
Somos todos aprendizes, caminhando as incertezas e totalmente presos dentro da nossa cegueira, e ao final de cada ano somos premiados ou não com o conhecimento que nos eleva em direção à Luz.
O novo caminho que devo seguir, vai requerer de mim muita dedicação e muita reflexão, e, com certeza, será preciso  ajuda em determinados momentos, contudo, aconteceu um momento de muita paz e isso abrandou minha alma.
Para que essa paz fosse alcançada por mim, eu recebi ajuda dos amigos (companheiros de viagem) e sou grata a todos pelo carinho, pela demonstração de Amor Universal que nos manteve próximos durante este ano.
Hoje, quando ao acordar, eu me senti envolvida pela felicidade e ao me ver no espelho, percebi que os meus olhos estavam sorrindo, então, olhei de soslaio e percebi a presença dele. Me senti feliz...E neste emaranhado de boas sensações, eu desejo a vocês um bom aprendizado neste ano que nos chega de mansinho.


FELIZ 2016

(com Odur)

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

RE(flexões)



RE(flexões)

A hora é rasa e o frio é espesso
e nos arbusto que eu vejo através da janela,
os pássaros buscam abrigo.
... dos poros da noite os medos exalam
penetrando a boca e trazendo de volta o gosto acre do mosto
____ a pressa abortou o vinho
arrancando dos meus pensamentos
um padecer que insiste em amar...
...não sei ao certo o que são estes retalhos de loucura
jogados aos meus pés. Será que isso é o amor?!
Um quase enlouquecer diante do retrato borrado
mantendo a rebelião dentro de si... Talvez seja assim o amor,
uma alegria que não se ajusta à casa nem ao quintal...
Nem mesmo ao Tempo, pois este nos convida a empilhar pedras;
ali, bem no colo da solidão.


imagem: Google


sexta-feira, 29 de maio de 2015

ELE


ELE

A minha mão ainda trêmula segura com força a chave do carro dando a partida, enquanto ouço a porta bater forte e o vejo se afastar com passos rápidos, indo em direção ao outro carro, no lado oposto ao meu. O estacionamento esta vazio - coisa rara, mas talvez tenha sido fator preponderante. Resumindo: Sexta feira, fui me encontrar com Mariana e Odila no Bistrô do Victor, no Shopping Barigui. Sempre fazemos nosso Happy Hour um pouco mais tarde, para evitar a hora do rush e pouca gente no Shopping. Quando me dirigia ao Bistrô, duas crianças esbarraram em mim, me desequilibrando a ponto de derrubar minha sacola e o meu noteboock. Fiquei irada! Foi nesse momento que 'ele' se aproximou. Juntou as coisa que estavam pelo chão e sem uma palavra sequer as entregou nas minhas mãos.
_________ mas e o olhar! Meu Deus! O olhar... pareceu me virar pelo avesso. Peguei a sacola e o noteboock, disse um "obrigada" e sai apressada indo ao encontro das meninas. Entre risadas e muitas piadinhas, acabei esquecendo o incidente ou quase esquecendo, porque "ele" também foi ao Victor. Escolheu uma mesa próxima, colocou o seu violão sobre uma cadeira e me permitiu olhar naqueles olhos... Meu Deus, o olhar!!! Finalmente, a hora de ir embora. Mariana e Odila tinha deixado o carro bem longe de onde deixei o meu, então, nos despedimos ali mesmo e eu me dirigi ao estacionamento. Quando abri a porta do carro, senti as mãos fortes me segurar pelos braços e ouvi a voz 'dele' me dizendo - Oi! 
Senti imediatamente sua boca procurando a minha nuca e seus lábios beijando a minha pele, por entre os meus cabelos enquanto com uma das mãos enlaçava minha cintura, com a outra, tocava meu seio por cima da blusa. 
Amoleci! Senti a pele arrepiar. Tentei me soltar, tentei gritar mas o beijo intenso me fez calar. Forçando a minha entrada no carro, reclinou o banco e impôs o seu peso sobre mim. Desejei então aquele peso e rapidamente ele levantou a minha blusa e eu senti os meus seios sendo beijados e sugados com fúria, e com as mãos, ele ergueu minha saia e rasgou minha calcinha, e meu corpo foi sendo percorrido de cima abaixo me fazendo vibrar ao toque daquela boca.
e num movimento brusco, ele se colocou entre as minhas pernas e numa estocada forte, me penetrou fundo varias vezes e suas mãos segurando em meus ombros e sua boca e sua língua e seus olhos... Meu Deus, aqueles olhos! Eu vi naqueles olhos o momento do gozo e imediatamente ele se retirou de dentro de mim, se recompôs ficando em pé ao lado do carro esperou um pouco até eu me recompor então bateu a porta e foi embora. Minhas mãos estão tremulas. Minha cabeça parece pronta a estourar. Mas não compreendo esse sorriso que insiste em permanecer nos meus lábios...