quinta-feira, 30 de junho de 2016

JULHO



Julho...
Que tristezas calam os teus incontáveis dias fazendo adormecer os meus olhos banhados no sal e no eco das horas vazias? Noites frias... Aborrecidas e enfadonhas rondam a bestialidade dos meus medos gritando os meus temores sobre a única certeza ainda viva em meu coração - o meu amor por você! Amanheceres... Azul salpicado de cinza ou vice versa nessa aquarela descortinada que traz ao palco da manhã o canto das garças e o grito angústiado do último sonho... Ah, era mais um sonho que o pranto umidece e tinge de azul diante dos meus olhos incrédulos?! Às minhas mãos a tua ausência e ao meu coração a tua essência de amor e vida ainda tem o sabor dos teus beijos de romãnesta boca que não se cala... Tardes gris... Ameaçando o meu olhar de arco - iris a desenhar-te na distância entre uma esquina e a minha vida que em jardins te espera enovelando o sonho e a realidadena risada de uma criança. Julho... O vento frio ainda canta uma cantiga e sopra o fogo na lareira dançando as bailarinas chamas fazendo brilhar cada lágrima caída dos meus olhos ainda sem sonoainda sem alegria ainda olhando a distância entre a esquina e a minha vida. A distância entre o seu coração e o meu...

 foto: "álbum de família"

domingo, 26 de junho de 2016

NONSENSE

Nonsense

Não quero a arte de fingir palavras, desenhar escritas nem colorir os sonhos____não tenho tempo para apontar lápis de cor, então o melhor é derramar a tinta no veio das palavras e deixar que percorra os meus labirintos de Ariadne, desenhando o Minotauro na pele que te reveste concretizando a mancebia do seu corpo e o meu. As horas estão presas em rocas de fiar e a ancetralidade do tempo é refletida no espelho no mesmo instante em que o meu olhar mergulha no seu e uma vez longe de todas as fobias, as rimas saltam da tua boca para as minhas mãos, tal qual peixes voadores navegando no arrebol. 

para Odur



foto: LL



quarta-feira, 22 de junho de 2016

LEMBRANÇAS

Lembranças
Hoje pela manhã, logo que cheguei ao trabalho, tive um mau subito e mesmo recebendo um pronto atendimento, não foi possível controlar o quadro e minha ida ao hospital foi inevitável. Lá chegando, fui imediatamente colocada numa maca no P.S. e minha melhor veia no dorso da mão, serviu de acesso para um cateter calibroso por onde o soro fisiológio e medicamentos rapidamente escoaram, causando um relaxamento imediato. Nesta altura da minha vida, eu já não sinto pavor por estes "instrumentos de tortura" -, sou uma paciente bastante compreensiva e, sem nada a fazer, passei a observar o gotejar solene do líquido translúcido responsável pelo meu bem estar. De repente, muitas imagens vieram à minha mente. Aquele gotejar antes silencioso, agora tinha som. Parecia o bater ritmado de um coração - o meu coração!! Fechei os olhos e procurei desviar o pensamento, mas o som continuava forte- Tum! Tum Tum! Tum! TumTum! Senti a palma das mãos ficando úmidas e frias. Pensei em chamar a enfermeira, mas desisti da ideia porque não tinha o que dizer a ela. Fiquei quieta. Estava muito frio, puxei a manta para cobrir a mão onde estava o cateter e fechei os olhos na esperança de adormecer e quando acordar, tudo estar bem. "Tudo ficou escuro. Tão escuro que era quase impossível respirar e foi quando senti o gosto do sangue pela primeira vez. Senti também a viscosidade quando passei a mão pelo meu rosto tentando limpar os olhos e então eu  senti dor. Tinha um corte profundo no meio da testa e saia muito sangue. Naquela escuridão,  não era possível ver nada à minha volta. Escuro! Um cheiro ruim de mofo, a poeira fina grudando nas minhas mãos, coisas grudentas nos meus cabelos -TEIAS DE ARANHA! Um grito que não saiu -, morreu na garganta junto com o choro sufocado pelo sangue. A mãe era a salvação! Cadê a minha mãe?! - eu não queria ser engolida por aquela boca enorme e fedorenta de mofo e teias de aranha - devia ter milhões delas, com seus olhinhos capazes de ver na escuridão, todas rastejando na minha direção. Não consegui gritar. Senti o calor da urina molhando as minhas pernas. Fui me encolhendo cada vez mais em posição fetal, feito um bichinho rendido diante do pavor. Meu coração batia forte, acelerado Tum Tum Tum TumTum Tum -, minha cabeça doía, meu corpo girava no escuro e na lama de urina e poeira e de repente eu senti o vento soprando meus cabelos e os movimetos do balanço me levando cada vez mais alto e mais alto entre as risadas - eu não estava só. Eu era criança, estava num balanço, mas não estava só. Eu podia sentir as pequenas mãos tocando nas minhas costas me empurrando cada vez mais alto e nós riamos muito e o sol nos meu olhos, me obrigava a fechá-los. Então o balanço foi diminuindo e diminuindo até parar e eu abro os olhos e vejo as mãos estendidas: "Dê-me as suas mãos, as minhas são suas. Vem! Vamos correr!' -, segurei aquela mão e sai correndo". Então eu ouço: _Me dá mão, vem! Me dá a mão! E alguém segura com força a minha mão, mais precisamente o meu braço e me puxa violentamente me trazendo à luz do dia. Fui levada às pressas para o Hospital São Lucas. Minha mãe aos prantos tentava me limpar daquela massa de sangue, poeira, teia de aranha e urina enquanto eu -, eu só olhava o mundo e sentia o vento e o balanço pra lá e pra cá. Depois de muito choro, levei 6 pontos na testa, tomei uma injeção e voltei pra casa com um curativo enorme e nunca mais eu vi o meu dom Pixote com a bengala e a cartola. Nunca mais passei perto daquela portinhola que fechava a entrada embaixo da casa e onde eu tinha entrado para recuperar um brinquedo e ao sair, fui surpreendida pela porta que se soltou me acertando em cheio no rosto, se fechando a seguir, me mantendo presa no escuro por hum milhão de anos luz até ser enocntrada pela minha mãe e nosso vizinho, que me tirou de lá em choque. Anos depois, quando demoliram a casa de madeira, finalmente eu pude rever o meu brinquedo e o mantive comigo por mais alguns anos até que finalmente se perdeu e algum lugar entre o aqui e aquele lugar onde o balanço me levava ao céu cada vez que as suas mãos tocavam as minhas costas. Há muitos tempo eu não me lembrava disso, até mesmo porque a cicatriz na testa  passou a fazer parte de mim.Hoje eu me senti completamente só e com frio e senti medo, então me cobri com a manta e deixei a mão um pouco descoberta, esperando pela sua mão. Pela hora do almoço, fui liberada e voltei para casa. E cada vez mais, a certeza do que eu quero me toma por completo. Tá bom, você pode não acreditar em nada do que eu digo, mas eu sei o que eu sinto e o quanto tem de verdade em cada palavra esticada nesta linha chamada vida.



"O que está guardado no coração, é para sempre"


quinta-feira, 16 de junho de 2016

SEJA


Seja
Seja eu o que começou em mim -, seja eu, a presença e não o refúgio dentro de uma melodia qualquer. Seja eu, o começo do dia e muitas vezes a liberdade da noite no faíscar das estrelas, seja! Seja eu a oração, a saudade, a elevação, o enredo, a serenidade, o aroma, a pureza, as cicatrizes, as palpitações, o pensamento, a certeza, a gratidão, o abandono, a chuva, o mar, os ventos, as marés, os cavalos marinhos, o impossível, a compreensão, o olhar e a razão. Seja eu, a voz que te chama, o abraço que te acolhe, a mão que te ampara, o pretexto para o amor. Seja eu, a flor , o nectar, o pólem, a petala, o ovário, a semente. Seja eu o resgate do ontem, a coragem do hoje e a certeza do amanhã. Seja eu a imagem refletindo a minha história no espelho dos teus olhos - seja!



domingo, 12 de junho de 2016

MEU TIO SAUL

MEU TIO SAUL

Era tão bom quando eu me sentava ao seu lado e ouvia as suas histórias -, mesmo as mais loucas que um ser humano é capaz de inventar. Ele sempre com o olhar perdido no vazio entre a cidade e aquela casa, aquela varanda alta, aquele chão vermelho, o cachorro deitado aos seus pés, a fumaça do cigarro entre os dedos amarelados, a mão apoiada no joelho -, era ali, naquele espaço de silêncio que ele vivia as suas experiências sem prestar contas à realidade. Com a sua voz grave,  ele me contava fatos que a minha inocência não era capaz de assimilar e muitas vezes, ele segurava a minha mão com o seu jeito peculiar e apontava o meu dedo indicador, um ponto entre o céu e a terra dizendo: É pra lá que eles foram!-, eu olhava atentamente sem contudo, perguntar - Quem foi pra lá?! Quem?!-, na verdade eu sentia medo de perguntar qualquer coisa e me dispunha a ouvir. Então, de repente ele sorria e me perguntava se eu queria um doce ou um passeio no viveiro de mudas que ficava do outro lado da rua. Eu sempre respondia a mesma coisa - primeiro o passeio e depois o doce! E de mãos dadas, atravessávamos a rua  mergulhando num mundo de flores, mudas de árvores ornamentais e frutíferas as quais ele conhecia pelo nome científico. Além das flores, tinha os aninais - coelhos angorá, porquinhos da índia, gansos e patos. Os pequenos micos com seus olhos enormes, um lagarto que comia ovo, e um grande viveiro de pequenos pássaros e as barulhentas araras. Ficávamos por longas horas passeando à sombra do arvoredo. Muitas das vezes, era estação das frutas e eu me deliciava com carambolas, romãs, pitangas, jabuticabas, isso tudo, antes dos tais doces que eu não esquecia. Antes de ir embora, era a vez dos peixes ornamentais nos grandes aquários e os alevinos  nos taques cobertos com uma tela fina para evitar que as garças fizessem um banquete à céu aberto. Depois de nosso passeio ecológico, ele segurava a minha mão e caminhávamos em silêncio até a rua de cima, onde ele comprava os doces: canudinhos com doce de leite e banana kasutera os meus prediletos (ainda gosto!!) De volta à casa da minha avó, eu me sentava na área (varanda) e ele voltava a sua posição acocorada junto a parede do quanto e abríamos os saquinhos de papel pardo e nos entregávamos aos doces e risadas. Há um mundo misterioso, diante do qual os covardes se apavoram, um mundo que ele conhecia tão bem. Soube como entrar, mas nunca soube como voltar. 


só a saudade nunca tem fim

LUZ DOS OLHOS

LUZ DOS OLHOS

...diante do teu olhar, de toda indumentária os meus olhos se despiram e completamente nus entregaram-se. E tudo o que acompanhou este momento, refletiu-se em demasia no coração pulsante do universo. Houve sístole e diástole e a singularíssima afirmação de que precisamos um do outro. Naquela noite, o teu amor chegou em plenilúnio e a lua, feito um escudo no céu, refletiu o sagrado que exite por trás de cada existência____não me atrevi a desviar o meu olhar,  e envaidecida descobri no teu semblante, a luminosidade que a minha alma buscava. Encontrei na luz dos olhos teus, a minha própria luz e o amor se fez, dando-nos a numinosidade do momento e a fusão da nossa alma_____agora una.


para LAM

quarta-feira, 8 de junho de 2016

...E O MEU RISO É SEU

...E O MEU RISO É SEU

O que podemos fazer um pelo outro, a não ser capturar cada olhar, cada riso que se faz alegria iluminada e se entregar feito mariposas na luz?! Que distância extraordinária pode nos manter separados se a sua solidão se encontrou com a minha e nossas almas, puderam enfim, despir-se de toda culpa e recitando um poema em uníssono se fizeram uma _____ e o mundo virou de ponta cabeça! Você passou a ser eu, e eu sou você; e o meu riso é seu, é seu! Nada se explica, pois todos os nossos sentidos se aguçam e eu te compreendo a ponto de  ser  possível sentir a sua dor e a sua alegria, o seu medo e a sua força, e quando você não renuncia diante do desconhecido, mais a minha mão segura a sua. Mais e mais você me inspira à uma jovialidade que enaltece a sua beleza ora refletida nas minhas retinas, ora dentro de mim em plenitude, como sendo uma das coisas naturais do mundo e nesse instante "seu"-, o meu riso é recobrado e a minha concepção sobre o Amor toma forma de maneira simples como deve ser. E o pensamento rompe a membrana do Tempo e rendemos culto diante da divindade que somos e finalmente não existe mais solidão____estamos juntos!

para Odur

 

terça-feira, 7 de junho de 2016

ASGARD


ASGARD

Hoje eu acordei assim -, tão cores! Ah, eu fui verde, azul, vermelho, amarelo - cores quentes e cores frias sem me importar com a sequência, só a consequência__________colorir o mundo! Hoje eu tentei desesperadamente colorir os muros, paredes, pontes, montanhas, colinas, igrejas e ruínas do velho tempo. Usei as mãos, os braços, o corpo todo, lambuzado de tintas___rolei morro abaixo deixando um rastro de cores feito um jardim surreal. Deixei minhas pegadas, a impressão da palma das mãos, até a minha alma ficou cheia de tinta e participou da brincadeira. Com os dedos e tinta verde, criei arbustos, árvores e florestas. E das mãos espalmadas, nasceram as flores, os animais, os rios e mares. Com os pés, criei montanhas, falésias, penhascos e desfiladeiros e fendas abissais. Desenhei a chuva, o vento, as nuvens -, fiz o fogo e chama bailarina, a borboleta e a libélula. Desenhei um balão e fui ao céu, desci escorregando pelo arco íris e cansada - desenhei o por do sol e um banquinho e me sentei, só então eu olhei ao redor de mim, o mundo estava muito mais bonito. As pessoas, todas elas estavam com as mãos sujas de tinta, todas elas sorriam enquanto desenhavam nos muros, nas paredes, nas igrejas, pontes, calçadas e ruas. Ah, eu apertei os olhos contra o horizonte morrente e divisei o seu caminhar _, rapidamente peguei um pouco de tinta e desenhei outro banquinho, bem juntinho, igual ao meu. Em Asgard é assim...


para Odur


segunda-feira, 6 de junho de 2016

LABIRINTO


Enquanto a noite se afasta, os olhos se lançam ao inevitável e Alice retorna ao mundo da tristeza. Talvez seja o único lugar que ela conheça tão bem, mas tão bem, que nem devesse tentar sair de lá. Ela tenta uma prece noturna pra retomar ao sono, mas é impossível cair no esquecimento, aquilo que seus olhos filtraram direto pro coração. Alice compreende que o passado não morre, o passado é um labirinto faminto que aprisiona as pessoas e suas saudades. No coração de Alice, a tristeza se instala -, e agora, o que fazer se o presente se disfarça de passado entremeando os seus sonhos? 


sábado, 4 de junho de 2016

INSÓLITA MANHÃ

 Insólita Manhã

Seria só mais uma fria e cinza manhã de domingo, não fosse a minha inquietante vontade de declamar poesias. Caminho pela calçada de pedras gastas passando pela  árvore florida-, talvez uma Manduirana, não sei ao certo, mas as flores amarelas quebram a rigidez da manhã e fazendo um belo tapete sobre a calçada. Com este pensamento sobre a natureza das árvores, me aproximo da casa e da sua guardiã - uma Santa Bárbara ou Cinamomo, com suas minúsculas flores azul/violáceas. Sem mais demora, sento-me na calçada tendo como apoio para as minhas costas, o tronco encarquilhado da velha guardiã. Abro a bolsa, apanho o meu caderninho de poesias e nem mesmo a curiosidade de um ou outro  motorista passando de carro pela rua, me causa timidez  ou embaraço. Calmamente eu vou virando as paginas, até encontrar a poesia ideal e declamo uma após a outra, mantendo a cabeça baixa, numa atitude de quem está totalmente despreocupada com o mundo à sua volta. Uma brisa leve agita os galhos e uma chuva de flores perfumadas caem sobre mim, neste momento, aproveito para levantar os olhos até a janela e percebo um leve movimento na velha e sóbria cortina -, vejo rapidamente a mão que afasta milimetricamente a renda e imediatamente sou tomada  por um pensamento 'o velho vampiro de Curitiba tem ouvidos apurados"-, baixo novamente os olhos e continuo a declamar, porque foi para isso, que eu vim até aqui, nesta  fria e cinza manhã de um domingo qualquer .



foto: Google

 Quem conhece a "casa", sabe onde é...


sexta-feira, 3 de junho de 2016

FIM DE TARDE


Fim de Tarde



Uma das  lembranças que eu guardo da minha infância, são as tardes como esta -, o céu azul/violeta e as nuvens se desmanchando ao sopro de algum vento ligeiro. Lá em Paranavaí (da minha infância), o fim da tarde era sempre uma alegria, uma apoteose -, bandos de pardais fazendo uma gritaria na copa do grande jequetiba, que imperava absoluto no terreno baldio, na esquina, quase em frente a minha casa. Minha mãe e eu, sempre nos sentávamos numa daquelas cadeiras com armação de ferro e recoberta com plástico tipo macarrão, muito comuns naquela época -, e em silêncio ficávamos ouvindo os pardais e em determinadas épocas, os bandos de andorinhas vinham passar o verão na nossa cidade. Era um espetáculo à parte! Algumas se exibindo em voos rasantes, se distanciavam do bando em formação compacta, dando a impressão de ser uma nuvem escura contra o céu azul violáceo. Engraçado, como estas lembranças permanecem vívidas em mim e eu me pergunto, se alguém mais se lembra da grande árvore, aquele belo jequetiba, que por muitos anos serviu de morada aos pardais e andorinhas naquela esquina, um terreno baldio entre a Av Parigot de Souza e Antonio Vendramim. Não sei, não acredito que alguém mais se lembre daqueles finais de tarde modorrentas, não fosse a algazarra dos pardais e a presença da minha mãe, talvez nem eu mesma fosse capaz de uma lembrança assim.


foto LL



quinta-feira, 2 de junho de 2016

UM LUGAR PARA OS MEUS SONHOS

Um Lugar Para os Meus Sonhos


Nasce uma manhã tranquila no pé da serra onde tudo é orvalho.Onde a paz vem com a manhã que desperta os meus olhos e acende as cores do meu dia. Existe um lugar onde o tempo se faz eterno, colorindo as paredes da casa, pendurando quadros e perfumando o ar com ramos de alecrim... Existe um momento, onde tudo é possível, onde há flores nas janelas, céu e a terra se beijam na linha do horizonte e o seu amor se casa com o meu... Existe este lugar onde um fogão à lenha, cozinha e assa o pão, que é servido sobre a mesa posta, no carinho da toalha branca salpicada de florzinhas azuis. Existe este lugar, onde a criança que mora em mim, sorri e caminha de braços abertos, confiante em seus passos e o calor dos seus braços me aquece quando a noite, o vento sopra por entre as frestas dançando as cortinas brancas e transparentes ou quando a chuva faz música no telhado...Existe este lugar-, onde você cuida de mim e os meus medos fogem e a minha sede é saciada na água trazidas nas suas mãos.Um lugar onde o meu sonho se faz acontecer...


(LAM)