sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

ALMA



ALMA
Alma da minha alma que caminha pelo silêncio que reveste os meus dias de profundo tormento e agonia, tenha piedade do meu ser ignóbil à adorar-te qual divindade reluzente. Compadeça desta triste figura, imperfeita, imatura, que redescobriu a luz no lume do teu olhar. E quando mergulho em meus sonhos, quando navego em meus mares, meus abissais quereres só ti pertencem. E nem mesmo a lua e suas fases, os astros e seu brilho faiscante, as galáxias ou a profunda eternidade do existir fazem a felicidade da minha alma -, nua da sua alma. Atravesso a dor do meu existir feito um pássaro, cuja asa amputada lhe impede o voo. Alma da minha alma, que castigo maior pode existir, que o amor assim, você noite -, eu o dia na continuidade da vida?!

para Odur


Nenhum comentário:

Postar um comentário