quarta-feira, 6 de julho de 2016

MISTÉRIOS


Mistérios
Desde o início sempre foi você. No meu coração em desalinho, uma ansia e um sofrer, um tanto querer outro tanto não ter -, era assim, só assim o meu viver. E quando tudo era ausência, meus olhos mergulhavam à sua procura e a tristeza era a companhia de hora onde o sono era a fuga pra remediar -, eu sonhava um sonho atras do outro e rabiscava poesias a nâo mais querer. Muitas vezes, eu confesso, chorar até adormecer, noutras vezes, somenta à lua eu confessava todos os meus quereres e me fingia sua, em cada verso em cada rima de poesia crua. Mas quem mandou, coração amar quem não era meu?! E tanto eu sonhei até que acabei presa dentro de um sonho com medo de acordar... O tempo, inexorável segue adiante e tudo que eu quero, tudo que eu desejo, segue comigo pra onde eu for e eu preciso de um vento forte pra secar todo esse choro antes de adormecer, enfim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário