domingo, 3 de janeiro de 2016

AO MAR



sou a cicatriz na areia sou feito pegadas que não tem destino e nem paragens qual barco a deriva_______ entre os oceanos num ponto qualquer. Sou o sal da rocha lanhada pelas ondas do mar sou silêncio de profundo abissal, sou o braço perdido da estrela do mar sou nada e tudo no mesmo lugar. Sou olhar de cavalho marinho sou a concha vazia que se nega chorar e de tudo, um pouco carrego______um fardo pesado, uma história desse mar tão azul e tão verde que não dá para explicar.



quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

PLANOS




PLANOS




Um ciclo se fecha e imediatamente outro se abre. Assim é a nossa passagem neste plano - e nosso aprendizado é feito através de incontáveis ciclos até a nossa volta à Origem.
Estou a um dia do término de mais um aprendizado e posso lhes dizer, que estou feliz. Talvez (ainda não sei), tenha sido necessário um certo sofrer culminando com uma dor profunda, para que eu pudesse conhecer o sabor de fel e mel. Não obstante os conselhos e os atalhos sugeridos, me desviaram do "esclarecer e ensinar" - o que me é de direito saber.
Somos todos aprendizes, caminhando as incertezas e totalmente presos dentro da nossa cegueira, e ao final de cada ano somos premiados ou não com o conhecimento que nos eleva em direção à Luz.
O novo caminho que devo seguir, vai requerer de mim muita dedicação e muita reflexão, e, com certeza, será preciso  ajuda em determinados momentos, contudo, aconteceu um momento de muita paz e isso abrandou minha alma. 
Para que essa paz fosse alcançada por mim, eu recebi ajuda dos amigos (companheiros de viagem) e sou grata a todos pelo carinho, pela demonstração de Amor Universal que nos manteve próximos durante este ano.
Hoje, quando ao acordar, eu me senti envolvida pela felicidade e ao me ver no espelho, percebi que os meus olhos estavam sorrindo, então, olhei de soslaio e percebi a presença dele. Me senti feliz...E neste emaranhado de boas sensações, eu desejo a vocês um bom aprendizado neste ano que nos chega de mansinho.


FELIZ 2016

(com Odur)

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

RE(flexões)



RE(flexões)

A hora é rasa e o frio é espesso
e nos arbusto que eu vejo através da janela,
os pássaros buscam abrigo.
... dos poros da noite os medos exalam
penetrando a boca e trazendo de volta o gosto acre do mosto
____ a pressa abortou o vinho
arrancando dos meus pensamentos
um padecer que insiste em amar...
...não sei ao certo o que são estes retalhos de loucura
jogados aos meus pés. Será que isso é o amor?!
Um quase enlouquecer diante do retrato borrado
mantendo a rebelião dentro de si... Talvez seja assim o amor,
uma alegria que não se ajusta à casa nem ao quintal...
Nem mesmo ao Tempo, pois este nos convida a empilhar pedras;
ali, bem no colo da solidão.


imagem: Google


sexta-feira, 29 de maio de 2015

ELE


ELE

Com a mão ainda trêmula seguro com força a chave do carro dando a partida, enquanto ouço a porta bater forte e o vejo se afastar com passos rápidos, indo em direção a outro carro, no lado oposto ao meu. O estacionamento está vazio - coisa rara, mas talvez tenha sido fator preponderante para o que aconteceu. Resumindo: Sexta feira, fui me encontrar com Mariana e Odila no Bistrô do Victor, no Shopping Barigui. Sempre fazemos nosso Happy Hour um pouco mais tarde, para evitar a hora do rush e pouca gente no Shopping. Quando me dirigia ao Bistrô, duas crianças esbarraram em mim, me desequilibrando a ponto de derrubar minha sacola e o meu notebook. Fiquei irada! Foi nesse momento que 'ele' se aproximou. Juntou as coisa que estavam pelo chão e sem uma palavra sequer, as entregou em minhas mãos.
_________ mas e o olhar! Meu Deus! O olhar... quase me virou pelo avesso. Peguei a sacola e o notebook, disse um "obrigada" e sai apressada indo ao encontro das meninas. Entre risadas e muitas piadinhas, acabei esquecendo o incidente ou quase esquecendo, porque "ele" também foi ao Victor. Escolheu uma mesa próxima, colocou o seu violão sobre uma cadeira e me permitiu olhar naqueles olhos... Meu Deus, o olhar!!! Finalmente, a hora de ir embora. Mariana e Odila tinha deixado o carro bem longe de onde deixei o meu, então, nos despedimos ali mesmo e eu me dirigi ao estacionamento. Quando abri a porta do carro, senti as mãos fortes me segurar pelos braços e ouvi a voz 'dele' me dizendo - Oi! 
Senti imediatamente sua boca procurando a minha nuca e seus lábios beijando a minha pele, por entre os meus cabelos enquanto com uma das mãos enlaçava minha cintura, com a outra, tocava meu seio por cima da blusa. 
Amoleci! Senti a pele arrepiar. Tentei me soltar, tentei gritar mas o beijo intenso me fez calar. Forçando a minha entrada no carro, reclinou o banco e impôs o seu peso sobre mim. Desejei então aquele peso e rapidamente ele levantou a minha blusa e eu senti os meus seios sendo beijados e sugados com fúria, e com as mãos, ele ergueu minha saia e rasgou minha calcinha, e meu corpo foi sendo percorrido de cima abaixo me fazendo vibrar ao toque daquela boca.
e num movimento brusco, ele se colocou entre as minhas pernas e numa estocada forte, me penetrou fundo varias vezes e suas mãos segurando em meus ombros e sua boca e sua língua e seus olhos... Meu Deus, aqueles olhos! Eu vi naqueles olhos o momento do gozo e imediatamente ele se retirou de dentro de mim, se recompôs ficando em pé ao lado do carro esperou um pouco até eu me recompor então bateu a porta e foi embora. Minhas mãos tremulas, minha cabeça pronta a estourar, mas eu compreendo esse sorriso que insiste em permanecer nos meus lábios...


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

FELIZ 2015



Nós, criaturas humanas imbuídas de esperança, acolhemos o novo ano que se aproxima, com o nosso espírito em festa. Certos da concretização de sonhos, projetos e mesmo dos anseios mais secretos, muitas vezes nos esquecemos de regras e acabamos por engavetar muitos desejos. Por outro lado, é importante lembrar que, a realização de qualquer projeto de vida, por mais ínfimo que seja, requer o nosso esforço sempre supervisionado pela determinação.
Tudo neste Universo tem seu lado positivo. Tudo se mantém em equilíbrio e mesmo que não consigamos entender as coisas num primeiro instante, basta tomar um pouco de consciência para que tudo seja esclarecido. Nunca é tarde para sonhar, para despertar a criança interior que cada um de nós possui. Nunca é tarde para sorrir, para abraçar, para dividir um aperto de mãos, como também nunca é tarde para perdoar! A cada ano que consigo vencer, eu tenho procurado o exercício do perdão, da paciência, da humildade - porque acredito serem de grande valia para que  possamos estar num estado de felicidade amplo e uma vez nesta amplidão, nos tronamos capazes de dividir a felicidade com outras pessoas.
Então, eu agradeço a cada um de vocês, que de alguma forma estiveram presentes na minha vida, seja amigo virtual ou aqueles a quem tenho o privilégio de abraçar vez ou outra - agradeço o carinho e o respeito com que sempre me recebem e saliento novamente a importância da amizade de vocês.
Desejo que este ano nos abrace com toda essa luminosidade, todo esse calor e faça de nós a cada dia, pessoas mais próximas do entendimento das palavras desse Deus Misericordioso e Único.
Tenham todos o meu carinho meu repeito e minha amizade e que possamos "juntos" vencer mais este ANO NOVO!


com Odur





Um feliz e abençoado 2015 para todos!


foto: Bruno (meu filho)




segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

UM CONTO DE NATAL


Um Conto de Natal

Parado diante da árvore de Natal ele intensifica o olhar
no brilho dos enfeites coloridos. Seu olhar percorre com a inocência típica da infância, toda seqüência de cores e o brilho onde ele poderia voar... 
Queria voar para além daquele tempo e daquela inocência. Voar para dentro daquela bola de cristal que guarda uma paisagem de outras terras. Queria uma paisagem natalina com neve caindo no seu rosto sardento e abrir um enorme sorriso sem se lembrar da “janelinha” [ele estava trocando os dentes] e isso deixava o seu sorriso um tanto restrito. Queria sentir o frio e a maciez da neve... Queria conhecer a neve. Queria conhecer outros lugares outras terras. Era inquieto em seus pensamentos “voadores” e voava, voava...
Estava tão ausente que não ouviu os passos do pai apenas sentiu a sua mão pousando em seu ombro forçando-o a realidade. Olhou a volta viu as irmãs brincando. Ouviu a conversa da mãe e da irmã enquanto preparavam os pratos que seriam servidos no almoço de Natal. A “ceia” não tinha importância para quem acorda com os primeiros raios de sol. Pensava nisso tentando distinguir os aromas que vinham da cozinha onde o fogão à lenha ardia a chapa e aquecia o forno de onde saiam os biscoitos em formatos de árvores, botas, estrelas e cometas e que depois de frios eram confeitados pela mãe com glacê colorido e pequenas bolinhas prateadas. Gostava disso. Açúcar colorido e azedinho. Gostava disso.
Gostava do Natal. Era bom porque ganhava sempre algum presente. Um dia ganhou um cavalinho de madeira e virou um Príncipe e salvou a Princesa lutando contra um dragão e lutou por vários e vários dias até o cavalinho perder um olho depois o outro e ficar esquecido lá no porão. Teve também um cata-ventos azul e vermelho e um pião colorido que girava, girava muito, mas este se perdeu nas águas de um rio. E vários livros cheios de letras que lhe contavam estórias enquanto dançavam diante dos seus olhos.
A chegada de alguém interrompe seus pensamentos. São os tios e primos que vieram para o Natal. Muito riso e brincadeiras. O pai sempre alegre, a mãe tão carinhosa a casa cheia de gente e o perfume das comidas o faziam desejar que o tempo não fosse adiante. Lembra-se de ter pedido isso ao Papai Noel. Pediu que o dia do Natal fosse sempre assim. E nem se percebeu que o tempo faz as coisas ficarem deferente. Um dia aquela bola de vidro com a paisagem natalina caiu e se quebrou. E o tempo tirou-lhe as sardas do rosto e o fez crescer. Deu-lhe barba, responsabilidade, mas manteve o mesmo sorriso e o mesmo olhar inquieto. Hoje ele olha uma árvore de Natal mais bonita e maior e pensa nas coisas que mudaram tanto. Ouve outros risos de criança, sente outros cheiros vindo da cozinha, mas não sente o peso da mão do pai em seu ombro nem ouve a risada da mãe lá na cozinha. Olha para os presentes embaixo da árvore. Não tem pião, nem bonecas de pano e nem mesmo o cavalinho de madeira... Um pouco decepcionado baixa o olhar e encontra uma bola de cristal com uma paisagem natalina. Lá dentro, brincando na neve fria está a Princesa que ele salvou do dragão. Ela o vê e sorri, abre os braços como se quisesse abraçá-lo. –“É Natal, meu amor!” ela grita –“Vem, vamos correr na neve, vem, eu te espero!”.
Ele esta tão ausente que não percebe os passos atrás de si até sentir o peso da mão em seu ombro e alguém chamando para a ceia de Natal. Ele, o Príncipe, olha novamente para a grande bola de cristal e a Princesa lhe joga um beijo e se vai. A neve continua a cair dentro da bola de cristal.



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O AMOR




O AMOR

Onde o amor reina é impossível não amar.
É impossível não deixar a Luz  benevolente
acalmar os grandes conflitos  e ampliar a consciência
reconhecendo a grandiosidade de cada amanhecer.

Onde o amor se instala como se não houvessem fronteiras
o espírito se adianta livre da repugnância
da aversão e do sarcasmo, e uma vez reconciliado com a Luz
assume a sua capacidade transformadora
sobre as sensações do pensamento reflexivo  dando
a cada um uma visão ampliada daquilo que somos em essência.

Onde o amor reina, a fonte da Água Viva sacia a sede,
e a escuridão e a sombra dão lugar à Luz da Vida
abominando a separação entre Criador e criatura.