terça-feira, 26 de janeiro de 2021
SINE NOMINE
domingo, 24 de janeiro de 2021
PANTOMIMA
PERJÚRIO
é meu corpo que flutua
são minhas asas insanas
é minha boca morrendo na sua
é eterno perjúrio
é dor que não arrefece
não viaja no escaler da saudade
não se cala, não adormece.
é o inverno tardio
na minha pele de primavera
são as horas suicidas
as mãos vazias
é a noite tecendo filigranas
enfeitando a orla dos meus olhos
consentindo o amor
no meu peito de ternura
e embriaguez.
sábado, 19 de dezembro de 2020
POESIA DE AMOR
...O vento me fala do tempo futuro
das cores de um por do sol
das gotas de tinta escorridas numa tela que só eu sei pintar.
O vento afaga os meus cabelos vermelhos
tintos do suor das uvas que insistem em amadurecer agora
quando as portas da catedral ainda não se abriram...
O vento traz um perfume que eu não conheço
um perfume diferente do sândalo e da erva doce
com os quais lavei as minhas palavras
deixando-as secar sol para depois escrever as rima dos versos
que brotam como gemas preciosas...
Sopra vento... Traga-me o pó dos pergaminhos
o sangue da terra
o breu e a magenta florescida no coração que pulsa
no grito daquelas que controlam as horas em rocas de madrepérola...
Traga-me o futuro e o passado engastado num anel de tempo
pedra de fogo
luz dos meus olhos perdida nos seus olhos...
Antítese de um sonho preso num relicário.
Silencio!
O tempo agora dorme
enrodilhado feito um gato, no desvão de um olhar que não se abriu.
imagem: Amor Perfeito
Aquarela sobre papel Canson
Luciah Lopez
segunda-feira, 15 de abril de 2019
PRESSÁGIOS
segunda-feira, 5 de novembro de 2018
FRIDA KAHLO
sábado, 25 de agosto de 2018
MIGRAÇÕES
segunda-feira, 2 de julho de 2018
NA TUA PELE / UM POEMA VIVO
quinta-feira, 31 de maio de 2018
ÚLTIMO POEMA DE MAIO
terça-feira, 29 de maio de 2018
CÂNTICO DO PURO AMOR
sábado, 15 de julho de 2017
ENTRE VERSOS
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
CONFESSO-TE!
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
CONSTEL_AÇÃO
sexta-feira, 22 de abril de 2016
IMORTAL
Não haverá noite, nem amanhãs...
Somente o ser
cuspindo no sonho que lhe sobe pelas encostas,
conduzindo estrelas e as dores curtidas
nesta argamassa que lhe reveste os ossos.
A boca que segreda esquinas
lambe
as feridas cruas,
e agora – um silencio de pedra
no assoalho das catacumbas...
O medo
onde a lua veleja na lembrança e
surge solitária e densa
por detrás das araucárias – gênese sob a cruz!
E o calvário do olhar pentassílabo
enquanto navego este céu viandante da noitidão da alma
calando os malefícios e soluços
dos nobres.
Recitando o Salmo e incorporando
o renascer do mundo
caminho descalça pelo átrio
desta quimérica Babilônia.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
QUERERES
Dos teus gestos,
e o espinho,














