quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A APARENTE FRAGILIDADE DAS FLORES


A APARENTE FRAGILIDADE DAS FLORES

Alternam sol e chuva, luz e sombra...
Enquanto espero essa paz que vem do seu sorriso e do seu olhar. Talvez eu chore amanhã. Talvez meu dia nem amanheça e o céu não me dê um sorriso azul. Há muito mais espinhos do que flores e muitos desejos fugazes se fazendo presentes.
Há na ponta dos meus dedos uma sensação que me apavora enquanto me devora e solta este animal exótico que te seduz. Preciso desta textura, deste estágio e destas rendas que me realçam enquanto me preparo para você fazendo do meu corpo, o seu relicário.
E dos frágeis vidros coloridos, óleos e sândalo perfumam minhas fantasias, naufragadas em espumas e aquecidas em água morna.
Preciso destas formas e cores, destas horas, sozinha comigo e com a espera pelo contato das suas mãos em minha pele.
Preciso da claridade das suas flores brancas neste jardim sobre o meu corpo enquanto te afago e beijo. Preciso dos seus olhos na claridade do meu amor e o seu amor eterno em mim.

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