sexta-feira, 30 de novembro de 2012

APITOXINA - O VENENO


APITOXINA - O VENENO


No Egito antigo as abelhas eram tidas como insetos sagrados. Cleópatra buscava um veneno letal para ser usado nos inimigos e condenados à morte. A rainha desejava uma substancia de ação rápida que levasse o infeliz à morte sem maiores sofrimentos. Após tentativas dolorosas, chegou-se a conclusão que o veneno mais letal era o das vespas. O indivíduo após ter recebido uma quantidade do veneno, era acometido de suores, desmaio e morria rapidamente.

Nos dias atuais, o uso do veneno da abelha passou a ser benéfico para o homem mesmo em alguns casos, ainda sendo letal. O veneno da Ápis sp, também é usado como medicamento para diversos males. A apitoxina é uma substância complexa, composta de aminoácidos, açúcares, histamina, água e outros componentes, mas sua utilização como medicação deu-se pela observação de apicultores que eram constantemente picados pelas abelhas e deixaram de sentir as dores do reumatismo. As abelhas mais indicadas para coleta da apitoxina são as africanas ou africanizadas, que já existem em grande quantidade no Brasil possibilitando o manejo de forma rentável. O que ainda não existe, são publicações científicas a respeito dos benefícios do uso da apitoxina mas, na acupuntura usa-se a picada da abelha obtendo-se ótimos resultados, assim como no tratamento de artrites, traumas, cicatrizes, inflamações comuns, bursites e diabetes.
A apitoxina é recomendada somente como pomada para uso externo pois o veneno tem absorção rápida e o uso de comprimido sublingual ou injeções, dependendo da tolerância ao veneno, poderia ser fatal.

Atualmente na França e em outros países da Europa existem clínicas especializadas em apiterapia, obtendo-se um resultado bastante positivo no tratamento do reumatismo. No Brasil as pesquisas caminham timidamente. Experiências feitas com pessoas portadoras de reumatismo, mostram que os benefícios são maiores que os riscos de um choque que poderia levar o indivíduo à morte.
Isto prova, que as abelhas além do mel, própolis e geleia real, podem fornecer um outro benéfico ao ser humano. Para que o mesmo possa ser pesquisado e comercializado necessita de um aval do Ministério da Saúde e a coragem de pesquisadores que se sujeitem a "ferroadas" em nome da ciência.




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